Saïdia… Pérola azul!!

Depois de mais um ano a trabalhar arduamente no duro, chegam as maravilhosas e tão desejadas férias, que também se diga merecidas.

 

Este ano o destino escolhido foi Saïdia, em Marrocos, também conhecida por Pérola Azul que pertence à província de Berkane e à região oriental. Situa-se no extremo nordeste de Marrocos e é uma cidade costeira e estância balnear. Fica muito perto da fronteira com a Argélia.   

O voo foi um pouco turbulento com vários poços de ar, quer na descolagem como na aterragem, a viagem de 1h30m (para quem tem receio e não gosta de “voar” é espectacular) passou bastante rápido, vá-se lá saber o porquê, mas sem nenhum atraso, coisa atípica.

Cheguei a Oujda onde se situa o aeroporto e reparei logo na discrepância de cultura, as senhoras que trabalhavam no aeroporto, tapadas dos pés à cabeça, algumas, porque outras nem por isso, a língua é esquisita e sinceramente decorei uma ou outra palavra. As burocracias foram extremamente rápidas, para o dito normal.  

A viagem até ao “Hotel Be Live Colletion Saïdia” foi de 1h hora de duração, com o calor que se fazia sentir e fez nos cinco dias de duração das férias foi horrível, aquele ar abafado era desumano e fazia realçar o cheiro a “pessoas” no autocarro. 

A paisagem durante a viagem era de grande deserto, pela sua duração só ter aparecido duas cidades afastadas uma da outra por largos quilómetros, a bandeira aparecia em grande destaque tal como a fotografia do rei que aparecia em todo o lado, nas entradas das cidades era controlado por fortes medidas de segurança, policias e militares.  

A chegada ao hotel foi abrilhantada por uma recepção bastante gira com os funcionários a dançarem músicas marroquinas com trajes bastantes próprios que acabou com a oferta de chá marroquino.

O Hotel era grandioso com uma entrada bastante grandiosa com traços marroquinos, o check-in foi feito sem sobressaltos e bastante rápido, lá segui até ao meu quarto, que na minha opinião roçava o estilo marroquino/europeu (tinha as duas culturas incutidas) que gostei imenso.

O Hotel tinha três frações de quartos ao longo deste, entre eles as duas piscinas, mais dois restaurantes, um Marroquino e outro Mediterrâneo e um restaurante Buffet, um bar/discoteca (coisa linda), e o restaurante da piscina que tendo uma esplanada gigante era normalmente bastante utilizada.

A praia no meu ponto de vista era idêntica às nossas, a areia da mesma cor e textura a única divergência era a água que era mais quente.  Os locais faziam o seu negócio a tentar vender tudo o que possam imaginar, e até ficavam chateados se não regateássemos os valores, a moeda é o dirame, 1€ equivale a 10 dirames agora pensem, desde passeios de camelo, passeios de cavalo, moto-água, tabaco, bijuteria marroquina, roupas marroquinas, faziam tatuagens, comida, bebida, chocolates, fruta, etc.

O que mais me fascinou foi a religião, como é possível as mulheres na praia, só com a cara à mostra, mas atenção “vestidas” com um fato de banho completo (diga-se fato de treino com tecido de fato de banho) com um calor infernal e na água como nada se passasse, mas atenção esses fatos sempre de marcas conhecidas, a contrafação é fortíssima.

Mais uma vez soube-me pela vida a viagem, sair da rotina, ver caras distintas, sair do conhecido faz maravilhas a uma pessoa, é uma lavagem a seco à alma, aconselho vivamente a darem um pulo até lá, porque realmente vale muito a pena.

Beijos e abraços  

Luís Hidalgo

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