Agradecendo desde já a oportunidade que nos foi dada na passada semana, trazemos hoje mais um post sobre motas e o mundo motorizado, mas desta feita com um paradigma ligeiramente diferente…o mundo dos veículos eléctricos! Um teste a uma mota eléctrica…

Numa primeira abordagem, quem olha atentamente para uma mota destas repara de imediato em dois pormenores interessantes:  a falta de um escape e a ausência da manete de embraiagem. Isto porquê? Porque a Zero DSR é uma mota 100% eléctrica. E onde é que  fomos encontrar este exemplar de duas rodas?… Na ZEEV!!

Dos cerca de 265km que fizemos ao longo de cinco dias, 70km foram feitos em AE e os restantes em estradas nacionais, por vilas e aldeias da nossa zona e no final desta experiência uma palavra ocupa-nós o subconsciente: Entusiasmante! Porquê? 4,5 segundos dos 0 aos 100km/h, chega? Quem diria que uma mota com estas características estéticas teria potencial para tanto, apenas com um enrolar de punho? Falemos um pouco das características da mota.

Sim, como já disse no inicio, a mota é de transmissão automática, portanto o típico motard vai sentir falta da embraiagem e sendo 100% eléctrica, não há ruído, não há escape, não há o “braaap” nem o “vruum” que caracteriza qualquer motor de combustão. Lembram-se dos filmes “Eu Robot”  ou “Relatório Minoritário” em que se ouvia um género de um zumbido à medida que os veículos se deslocavam nas estradas? Pois bem, o som é o mesmo!

Mas falemos daquilo que importa quando se fala de um veículo eléctrico: Autonomia.

Sim, nos 265km que percorremos com a Zero DSR, apenas a carregámos uma vez e, curiosamente, chegámos ao Stand da ZEEV quase sem carga, com uma autonomia de 15km! E como é que conseguimos isto? Através de uma eficiente gestão de potência que a própria mota tem, ao oferecer 3 modos de condução, diferentes como é obvio, capazes de satisfazer as necessidades de todo o tipo de condutores. O modo ECO, mais indicado para uma condução suave, citadina, sem grandes exageros de potência e binário, onde também se pode ir carregando a própria mota através da travagem e da inércia criada quando não se acelera (auto regeneração). O Modo Custom, onde através de uma APP se pode ter acesso a todos os controlos da mota e até reprogramá-la (sim, podemos reprogramar a mota pelo telemóvel!!) para que a condução seja feita ao gosto do condutor, mas que, talvez numa próxima vez possamos explorar com maior detalhe esta funcionalidade. E por fim, o modo Sport. Sim, a Zero transforma-se totalmente numa besta do asfalto, onde se fazem sentir verdadeiramente os cerca de 70cv e os 144nm de binário, com um simples rodar de punho e que facilmente nos transmite uma adrenalina contagiante! Este sim, foi o modo de condução mais usado por nós, mas que, claro, não resta grande opção senão…  procurar a tomada mais próxima.

Ok, estão à espera que a Zero seja apenas carregada através de tomadas especiais, apenas disponíveis em estações de carregamento  que no nosso país, ainda são escassas? Não. Na versão testada, o carregamento é feito através de um simples cabo de alimentação e onde um carregamento dos 0 aos 100% de carga demora apenas 8h.  Sim, é ainda algo demorado, mas, se formos pensar nos custos por carga completa são apenas de € 2,50. Quem diria, não é?

Pois bem, vamos à parte mais “dolorosa”. Quanto custa? A Zero DSR não é barata. Mas também não é cara. Sim, pelo preço, qualquer amante das duas rodas pensaria em 5 ou 10 motas que se poderiam comprar pelo mesmo preço. Mas nós preferimos realçar que, apesar do custo de aquisição, a poupança a longo prazo vai-se fazer sentir, tanto na carteira, como também (e principalmente, diga-se!), no ambiente.

Mas calma malta! Sim, adoramos e continuamos a adorar o ruído, o cheiro da gasolina e o motor a trabalhar das motas tradicionais. No entanto, achamos que a Zero é uma alternativa válida, amiga do ambiente, que é capaz de dar a mesma adrenalina ao condutor que as tradicionais “duas rodas” e para aquelas viagens diárias casa-trabalho, pode ser a solução perfeita, aliando economia ao prazer de condução de uma mota!

Fica a análise a este primeiro veículo eléctrico nas nossas mãos. Mantenham-se atentos que contamos trazer mais novidades deste universo ecológico!!

Cumprimentos,

The B Blog Team

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