Nos dias que correm, cada vez mais as pessoas estão ligadas ao mundo virtual. Sinais dos tempos, não é?

Caminhamos na rua “agarrados” ao telemóvel, ligados ao “nosso mundo”, sem saber o que se passa à nossa volta, sem sentir e experimentar o que nos rodeia. Hoje, mais facilmente se manda uma mensagem numa das inúmeras plataformas de conversação e se espera ansiosamente por uma visualização e posterior resposta do que se liga para alguém e se marca um encontro num local qualquer, cara a cara. Vivemos num mundo impessoal, onde o ego se alimenta de “likes”, reacções e visualizações, comentários e partilhas. Sim, é a forma mais fácil de nos sentirmos bem, connosco e com os outros. Mas, como em tudo o que não é feito com peso, conta e medida, cometem-se excessos. Quem é que nunca os cometeu? Eu já e sem dúvida que a malta que vai ler isto, também já os cometeu!

Portanto, e tendo em conta este facto, senti-me na necessidade de fazer uma viagem em família para reviver velhos tempos e memórias. Foi bom reviver os tempos de criança, onde todos os dias eram uma animação, de sol a sol. Foi bom arranjar o que era preciso, fruto também do facto de a família não ir lá regularmente. Foi bom voltar a sentir-me criança, onde na altura, a felicidade se resumia a quem é que conseguia saltar mais alto e mais longe no baloiço, passar tardes inteiras a jogar futebol com a malta, ajudar o meu Avô na agricultura, passear de tractor, entre outras coisas. Mesmo assim, passados 20 anos desde a última vez que lá fui, houve coisas que não mudaram. E ser-se criança naquela altura era muito fácil. 

Sim, esta viagem surgiu também por necessidade de me “afastar” um pouco da confusão do dia-a-dia e, eis que surge o primeiro factor diferenciador de todos os normais destinos de viagem: não havia nem rede 3G/4G,nem havia Wi-fi. E agora? Sem stress nenhum. Vamos lá desligar totalmente do mundo, sem receio de estar a perder o “importante” que nos alimenta o ego. O que era realmente importante ali, era o momento. E esse sim, foi bem aproveitado e totalmente desconectado.

Já fizeram esta experiência? De se sentirem totalmente desconectados e sem vontade de voltar ao mundo “online”? Convido-vos a fazerem o mesmo, e sintam as diferenças: Online vs Offline.  

Cumprimentos,

Miguel Moreira

Written by Miguel Moreira
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