Nestes últimos tempos muito se tem falado de casas inteligentes, dispositivos inteligentes e principalmente, automação, ou seja, transformar tarefas do quotidiano, principalmente domésticas em tarefas realizadas por máquinas.

A base desta transformação e da conversão das casas normais em casas inteligentes reside precisamente em dois dispositivos que servem de “cérebro” da casa, afinal, sem cérebro, não nos adianta ter o resto porque falta o elemento que controla todo o ecosistema! Os dispositivos que refiro são o Google Home e a Alexa, na sua génese têm o mesmo objectivo e propósito, funcionam de forma similar, diferem no fabricante, sendo o primeiro da Google e o segundo da Amazon.

A Alexa era o assistente que surgia na série Mr Robot e que servia de psicologo ou simplesmente companhia para a inspectora que tentava resolver os crimes informáticos com que se deparava e a sua interacção com este assistente resumia-se a uma única questão em momentos de maior stress e pressão…”Alexa, when is the end of the world?”, sendo a resposta do assistente bastante ciêntifica!

Atendendo à similariedade dos mesmos, irei focar este post no Google Home, no qual tenho experiência de usabilidade bem como de integração com outros dispositivos, sendo no entanto a aplicabilidade idêntica entre Google Home e Alexa.

Assim, o Google Home consiste num assistente inteligente que colocamos algures na nossa casa. Assistente porque pressupõe que nos apoie na orientação dos vários dispositivos que tenhamos em casa e com os quais pretendemos interagir e inteligente porque com uma parafernália de funcionalidades próprias aliada à ligação à Internet, permite responder a um vasto conjunto de comandos, questões ou instruções.

Começando pelo mais básico, este assistente consiste num dispositivo que incorpora um microfone e uma coluna e encontra-se ligado à Internet, ao serviço Google Home. Desta forma, este dispositivo funciona à base de comandos ditados para o assistente, sendo que a resposta pode ser uma simples resposta ditada, desta vez pelo próprio assistente ou a activação de outros dispositivos com o qual ele está integrado. Tendo por base o Google, podemos questionar o nosso assistente sobre um sem fim de assuntos, temas ou dúvidas, havendo sempre uma resposta para as nossas questões.

Sendo que a base de funcionamento do Google Home são os comandos por voz, podemos inclusive configurar um conjunto de tarefas associadas a um único comando. Por exemplo, podemos criar o comando “Ok Google, bom dia!” e com este comando o assistente indicar-nos uma série de informação que pretendemos saber no inicio do dia como por exemplo dizer-nos o estado do tempo, do trânsito e quanto tempo demoramos até ao trabalho, que tarefas temos para hoje ou quais as noticias mais relevantes do dia na nossa cidade, país ou no mundo em geral. Tudo isto enquanto executamos uma qualquer tarefa do nosso inicio de dia como o banho ou tomar o pequeno almoço!

Estando sincronizado com a conta Google, este assistente também nos pode avisar de tarefas que temos para fazer, alarmes ou outro tipo de alerta que configuremos previamente para nos alertar e não nos esquecermos do que temos para fazer! Permite controlar a lista de compras (Google Shopping List), tocar música via Youtube, Spotify ou outra plataforma que integre com o Google Home e onde tenhamos uma conta activa, receber notificações de actividade ocorrida no universo Google associado à nossa conta (por exemplo, conta de email) entre muitas outras tarefas e funcionalidades que podem ser configuradas com comandos customizados.

Por último e a componente mais importante para a casa inteligente referida inicialmente, o Google Home integra com um vasto conjunto de dispositivos os quais podem posteriormente ser controlados por comandos de voz. a titulo de exemplo, é possivel controlar a TV, a box, as luzes de casa, o partão da garagem ou o robot aspirador através do Google Home e de comandos proprios para cada tarefa, com rotinas simples ou combinando várias rotinas num só comando (por exemplo, ligar a TV, a box e colocar de imediato naquele canal que tipicamente vemos, tudo numa só rotina de “Ligar a TV da sala”).

O Google Home, mais que um assistente (leia-se, um dispositivo fisico que temos em casa), é um serviço na cloud e sendo devidamente configurado, é possivel termos o Google Home a responder no nosso telefone, que por sua vez é possivel ligar por alta-voz no carro. Com esta configuração, podemos não só dar comandos para que, enquanto estamos a chegar a casa, possam desde logo ser activados determinados dispositivos (aquecimento, iluminação, etc.) bem como questionar o Google sobre o que nos apetecer, nomeadamente, “quanto tempo demoro para chegar a casa?”.

O Google Home em casa é tipicamente acedido através do respectivo dispositivo, no entanto e para que possamos ter este serviço pela casa toda, sem termos de andar com o telefone atrás ou ir até à divisão onde está este dispositivo, existe também a versão mini do Google Home, uma coluna com microfone mais pequenos e consequentemente mais baratos, que também são possiveis de espalhar pela casa e aceitar os mesmos comandos que são enviados para o dispositivo principal (todos eles estão ligados à mesma conta e serviço do Google Home, pelo que partilham todos das mesmas rotinas e ligações a dispositivos).

Como se pode confirmar com os exemplos aqui registados, o Google Home suporta a comunicação em português, ainda que seja na versão brasileira. Adicionalmente, determinadas interacções irão ser respondidas em inglês, muito porque as integrações para dar resposta a essas interacções não suportam multi-língua. A seu tempo haverão versões para as principais linguas faladas por esse mundo fora! 😉

Para já fica feita a apresentação do Google Home e de uma forma prática e simples para qualquer pessoa começar a transformar a sua casa numa casa inteligente. Depois do assistente, vêm os dispositivos que realizam determinada tarefa ou servem determinado propósito, no entanto sobre estas integrações falarei mais adiante noutros posts dedicados aos referidos dispositivos!

Fiquem atentos!! 😉

Written by Benjamim Pitacho
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