You can’t touch this!

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Que título mais sugestivo é que poderiam arranjar, caso estivessem a viver tempos que se assemelham a uma III Guerra Mundial? Pois é.  Esta “luta invisível”, que todos nós travamos diariamente, levou-nos a “mudar o chip” das prioridades humanas e até sociais.  Passemos então a reflectir sobre este caso.

Desinfecção disto e daquilo, seja roupa, calçado, mãos, tudo em que tocamos, coisas que nós nem fazíamos ideia que poderiam estar possivelmente infectadas e que agora temos sempre a dúvida? Bem, se calhar vou só desinfectar o teclado onde estou a escrever, para ver se o “bicho” não pega!

E já agora, quant@s de vocês já repararam que em todos os filmes e séries que vimos, há sempre contacto humano e interacção social? Contem quantos abraços e cumprimentos existem em 10 ou 15 minutos e vão ver que efectivamente o contacto é importante para nós!

Será que quando tudo isto acabar, nos vamos tornar mais lamechas e vamos desatar a abraçar, beijar e cumprimentar toda a gente só porque estivemos sem o fazer durante uns meses?  Ou será que vamos desenvolver uma certa frieza e vamos manter a “distância social” do cumprimento, com pequenos gestos de cabeça, acenos dignos de realeza a passar pelas multidões ou até saudações reverentes, como se as pessoas se cumprimentassem de forma intocável?

No limite, uma coisa é certa, vamos todos ficar um pouco mais paranóicos com isto tudo, mas por um lado até pode ser bom: É que as máscaras até dão algum jeito para a não propagação de vírus, quem diria hein?

Como diria a famosa senhora do norte, (a tia Almerinda, será?) cuja fama televisiva nasceu aqui, podemos afirmar que tudo isto foi culpa do “chinêj” (leia-se com sotaque nortenho). Na altura, ela bem que já desconfiava da coisa.. 

E vocês, o que acham disto tudo? Venham daí os vossos bitaites

Por agora, ‘bora lá ouvir este grande hit com 30 anos e não se esqueçam: You can’t touch this “tum num num num, tum num, tum num”.

Ah, já me esquecia: #staythefuckhome #fiqueemcasa

O barbudo

Miguel de Sousa e Moreira

Comments (4)

Poderia escrever muita coisa mas apenas quero lançar o seguinte:
Independentemente do cariz sanitário do COVID19, das mortes e do caos, do “pos-guerra”, não será altura do ser humano parar e refletir sobre que viagem está a fazer da sua vida? Se antes quando abraçava e beijava o fazia com o verdadeiro carinho, respeito, sentimento ou era mais um gesto banal? E já agora já refletimos como não precisamos de tanta coisa supérflua para viver e que temos tanto, em duplicado…
E como realmente quando achamos que controlamos tudo, num mundo mais ou menos criado por nós, em horas o nosso “castelo” desaba. Como tudo é efêmero, por isso quando morrer não quero que tenham saudades dos artigos que escrevi, das conferências que fiz, da minha materialidade, quero que tenham saudades dos meus afetos, do meu sorriso, do meu ombro

bem, uma pessoa quando lê um comentário destes, vindo de quem vem, é sempre uma satisfação enorme!

“Independentemente do cariz sanitário do COVID19, das mortes e do caos, do “pos-guerra”, não será altura do ser humano parar e refletir sobre que viagem está a fazer da sua vida? Se antes quando abraçava e beijava o fazia com o verdadeiro carinho, respeito, sentimento ou era mais um gesto banal? E já agora já refletimos como não precisamos de tanta coisa supérflua para viver e que temos tanto, em duplicado…”

Sim, eu sei que um abraço não é um gesto banal, é um gesto de partilha, de uma ligação entre duas pessoas, que estão unidas por um sentimento fraterno e não, o carácter supérfluo não se inclui neste gesto, longe disso! Mas, podemos dizer que certas coisas vão ter de ser repensadas num futuro próximo, no entanto, o ser humano é um “animal” resistente à mudança, embora neste caso, creio que sirva para o tornar mais sensível.

“E como realmente quando achamos que controlamos tudo, num mundo mais ou menos criado por nós, em horas o nosso “castelo” desaba. Como tudo é efêmero, por isso quando morrer não quero que tenham saudades dos artigos que escrevi, das conferências que fiz, da minha materialidade, quero que tenham saudades dos meus afetos, do meu sorriso, do meu ombro”

Sou sincero, sinto falta de um abraço daquelas pessoas especiais, que nos tocam, que nos fazem sentir bem. E sabes bem que é aí que tu estás, mas quanto a isso, apesar de não necessitar de dizer porque tu já o sabes, mereces sempre que o diga.

Grato de coração pelo teu comentário!

Teresa Maria Teixeira Prazeres de Lima Caldeira de Campos

Só quem escreve como tu, fluente, analítico, assertivo, consegue despertar no leitor emoções e sobretudo reflexões. Estas características definem-te como pessoa mas podias não ter o dom da escrita, mas tens! É teu dever social continuar, eu sou suspeita mas também sabes que prezo muito a minha lucidez na avaliação das pessoas. Os teus artigos não são meras filosofias bacocas que se colam e sai um texto! Acrescento mais à tua responsabilidade, tens que continuar a escrever SEMPRE porque há sempre alguém que fica a pensar….
Orgulhosamente
Tua fiel leitora

Bem! estes comentários melhoram de dia para dia e daqui a bocado o meu ego não cabe na porta! (claro que estou a brincar, não é? sabes muito bem que eu não sou assim).

Já se lia num qualquer filme de super-heróis: “with great power, comes great responsability”. Veremos se estou à altura do desafio e do “pedestal” onde me colocas 😉

Grande beijinho

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